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Lute como uma garota

O universo cinematográfico nunca foi tão dominado por heróis super poderosos ou mascarados habilidosos como tem sido desde o início dos anos 2000. Ainda assim, filmes que trazem em seu roteiro uma super heroína como centro da trama demoraram para chegar as telas do cinema. Mulher Maravilha, dirigido por Patty Jenkins e Capitã Marvel, dirigido por Anna Boden e Ryan Fleck, foram os responsáveis por puxar esse barco nesses últimos anos. Ambos dirigidos por mulheres e muito criticados. Duas personagens fortes, de editoras diferentes, que mostraram a força da mulher, com ou sem superpoder.

Na última quarta-feira (19), o site Deadline anunciou que a Sony irá produzir mais um filme Marvel. A atriz e diretora Olivia Wilde, foi escolhida para dirigir a produção. Embora não tenha sido confirmado, existem especulações de que a trama seja focada na Mulher-Aranha. A Sony ainda não confirmou nada ainda. No entanto, Olivia deu retweet na publicação da Deadline com um emoji de aranha e ainda fez publicações no seu perfil no Twitter. Para quem está de fora observando e aguardando com ansiedade, essas publicações dizem bastante, mesmo parecendo não dizer nada. 

Essa notícia mexeu com o fandom na Marvel. Não só com um e sim com os dois lados da moeda. E não é a primeira vez que isso acontece. Quem não se lembra de Capitã Marvel antes e depois da chegada aos cinemas? Um filme fantástico, Carol Danvers mostrou a que veio e calou muitos que disseram que o filme não daria em nada. Não só críticas ao filme, como também comentários sobre a trama girar em torno da história de uma heroína. Duras críticas ao roteiro, a personagem, inclusive críticas fortes a intérprete da personagem, Brie Larson. Uma excelente atriz e cantora, vencedora de diversos prêmios como Globo de Ouro, BAFTA e do Oscar de Melhor Atriz no filme O Quarto de Jack (2016).

Lado B

É algo instantâneo. O anúncio não oficial sai e as críticas giram em torno da direção do filme, como foi com Mulher Maravilha, e sobre a personagem escolhida. E ainda não foi confirmado pela Sony. Comentários como “outro fracasso de bilheteria”, muito repetido nas redes ao falarem sobre uma mulheres como protagonistas e Olivia Wilde não ser uma boa escolha para dirigir. Ou “por que não criar um novo super-herói feminino?” e até mesmo um “parece apenas falta de criatividade”, referindo-se a personagem como uma cópia feminina do Homem Aranha. Ainda bem que isso não abala Wilde em nada.

Lado A

Não estou falando de fita cassete nem de um disco de vinil, mas o conceito serve. Um fandom, que como qualquer outro é dividido e em momentos como esse, em que a mulher ganha destaque de direção e protagonismo, é que fica nítido uma parte dessa divisão. O lado B é o lado das criticas pesadas e da reprovação sem ao menos ver o conteúdo da produção. Meio baixo astral, mas opiniões são sempre válidas, desde que exista respeito. Já o lado A dessa fita são os fãs especulando possíveis atrizes para o papel da Mulher Aranha. É a torcida para que Olivia Wilde tenha tanto sucesso dirigindo mais um filme assim como tem atuando. Além disso, é também ansiedade por ver chegar aos cinemas a história de mais a super heroína. Isso sem contar a oportunidade de descoberta para quem ainda não conheceu a personagem dos quadrinhos e animações.

Portas se abrindo e ampliando a gama de heroínas na telas. Bom, já serão duas aranhas na telona. Agora é só cruzar os dedos e esperar a confirmação da Sony. Só aí pulamos para a parte dois da ansiedade: quem será a Mulher Aranha? 

Amante da leitura, seja jornal, livros ou hqs. Adora um conta de fadas, inclusive é toda trabalhada na Fiona: meio ogra mas com coração de princesa. Marvete assumida com amor. EXLSIOR. E um café, por favor, bem forte e sem açúcar.
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