O Duplo | Crítica (Curta 2012)

Sabe aqueles filmes de terror que te fazem sentir um turbilhão de coisas sem ter os Jump Cuts? Pois bem, O Duplo da cineasta Juliana Rojas cumpre bem esse papel em menos de 30 minutos. 

O curta-metragem conta a história da professora Silvia (Sabrina Greve) que em um dia normal de aula é surpreendida por seus alunos que reconhecem seu doppelgänger, ou duplo se preferir. 

A linha entre dar muito certo e dar muito errado em obras assim é muito tênue pelo simples fato da atuação em conjunto com o trabalho de fotografia ter que ser basicamente impecáveis para conseguir prender atenção do telespectador e ter total imersão na história. E podemos dizer aqui que o trabalho da Flora Dias e das atrizes Sabrina Greve e Gilda Nomacce foram ótimos, tem muitos momentos em que as duas personagens se complementam em cena sejam sonoramente ou apenas visualmente, mudando o foco da câmera, mas não de quem está assistindo, o que também é um ótimo trabalho de direção da Juliana. 

Olhando para algumas cenas dos filmes conseguimos ver referências de outros gêneros no suspense, como a primeira vez que Silvia aparece na diretoria que parece muito com um documentário, onde o enquadramento foca na personagem enquanto ela responde as perguntas feitas por alguém atrás das câmeras. 

Outras coisas que vão chamando atenção é a quantidade de cortes que aparecem quando a personagem entra em alguma situação de raiva, ou que a deixa desesperada. Esses cortes em questão fazem com que o incômodo da personagem seja compartilhado com o telespectador e literalmente esse incômodo que acontece na mente dela, seja traduzido em cena por personagens próximos como o da atriz Gilda Nomacce.

Não é toda hora que um curta ou até mesmo um longa com esse tema tem o mesmo sucesso na execução como O Duplo teve casando perfeitamente todos os itens para que sua imersão e compreensão da história seja completa em pouco tempo. 

Pensando por esse lado, o trabalho da Juliana Rojas e sua equipe foi de uma incrível felicidade para tema tão complicado de se traduzir no cinema.


Nota do Crítico: 5,0 = excelente.

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma: 

0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular 

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

Apesar da vida ser um grande episódio de Black Mirror ela as vezes tem seus momentos de Sta Wars e fica tudo lindo!
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