Os donos dos cinemas

De 2008 para cá, tivemos um grande número de filmes de heróis que provocou uma tsunami de pessoas para as salas de cinema. É óbvio que os grandes empresários, donos das grandes redes, ficaram felizes e saltitantes. Porém, em 2020, veio uma pandemia de proporções inimagináveis e tudo se fechou. Cinemas, bares, shoppings, enfim. Todas as formas de entretenimento tiveram que se adaptar, ou fechar, para que a Covid-19 não se espalhasse mais ainda. Hoje, com a retomada, vemos que a situação dos cinemas não é tão boa assim.

Na minha visão, colocar filmes em plataformas digitais como aconteceu com Mulan foi um ponto positivo. Porém, muitas pessoas ainda não possuem acesso ao Disney+, o mesmo chegará ao Brasil em Novembro. A revista Veja publicou uma matéria falando sobre o temor dos donos de salas de cinema, uma vez que não há um filme forte que esteja passando nas telonas. Não posso levar a crer que temos algum dono das telas de cinema!

Foto: De Pernas pro Ar 3 e Vingadores: Guerra Infinita (Reprodução)

Já se discutiu isso uma vez quando De Pernas pro Ar 3 foi obliterado, literalmente, por Vingadores: Ultimato. Vamos ser francos, creio que não exista a necessidade de um filme de super herói que mande na grade de exibição. Por mais que eu goste, temos que pensar no público que não curta algo assim. Não existem donos de cinemas, a não ser o próprio empresário que comanda o local. Ter donos de cinemas é prejudicial para os negócios, pois na falta dele não há outro para preencher esse vazio.

Oferecer qualidade ao invés de novos donos de cinema?

Foto: Mulher Maravilha 1984 (Reprodução)

O grande público precisa entender que, em algum momento, filmes de heróis ficarão obsoletos. Tal qual o gênero western ou o cinema mudo, os heróis tiveram sua aurora e logo terão seu crepúsculo. Poético ou não, esse fato é inegável por qualquer pessoa. Para que os cinemas não percam sua receita, eu aconselho investir em filmes que garantem uma qualidade visual e de roteiro. Se investirmos nisso, não ficaremos dependentes de Marvel ou DC (ainda que eu seja fã), e poderemos assistir a outras coisas que não tem tanta visibilidade.

Eu gostaria muito que filmes independentes tivessem a mesma visibilidade dos que são blockbusters. Há tantas histórias, principalmente as brasileiras, que enriqueceriam tanto o debate entre grandes cabeças cinéfilas, mas infelizmente o espaço está ocupado por heróis que voam e vilões que dão risadas cercados de facas. Já que estamos nesse barco, sem ironias, resta esperar pela forma como um blockbuster salvará a indústria cinemática. Tudo depende da amazona Mulher Maravilha.

Uma mistura de Capitão América com Doutor Estranho, das casas Stark e Targaryen, aliado dos anões da Terra Média, treino pokémons insetos e nas horas vagas um lolzeiro noob.
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