A Longa Noite da Vigilanta

Primeiramente inicio esta review dizendo que amo RPG. Desde Chrono Trigger lá no Snes, passando por Final Fantasy do Playstation, a mecânica de missões, upgrades e inventários sempre me agradou. Vigil: The Longest Night traz essa nostalgia, com um toque sofisticado de um Dark Souls ou Bloodbourne da vida. Porém entramos numa seara de filhos de Dark Souls por conta da dificuldade, chefes estranhos e enormes, além do clima sombrio.

A ambientação é bem escura e densa, como deve ser um bom RPG. Monstros horrendos, construções medievais, chefes tão bizarros e horripilantes que parecem terem saído de um pesadelo profundo e demoníaco. Posso garantir que me diverti ao ver todo esse clima mais pesado, fugi um pouco das ambientações alegrinhas e ensolaradas. Assim, isso te insere na narrativa, te faz ter certos medos. Isso é jogo, poucos fazem isso com o jogador.

A protagonista Leila em ação neste metroidvania. (Reprodução)

Trazer elementos já conhecidos não é ruim, pelo contrário, te dá uma noção de “saber o caminho que estarei pisando”. Vigil traz uma narrativa singela para um RPG, colocando a personagem Leila como protagonista. Gosto da ideia de personagens femininos em destaque principal, principalmente em papéis onde podemos ver bravura e força. Igualmente tivemos a Samus, Aloy, agora temos Leila. Só que precisamos de mais destaques femininos em jogos, como protagonistas e vilãs. Esse é o futuro, inegavelmente.

Um ponto até negativo são os bugs. Embora seja um excelente jogo, contudo, um dos empecilhos para uma boa gameplay são os constantes bugs que ocorrem ao longo das horas jogadas, ainda assim são coisas leves que podem ser resolvidas com atualizações futuras. Você andar e simplesmente cair no vazio entre telas é perturbador, causando até irritação entre os jogadores. Entretanto, é preciso que o que é bruto seja polido, mesmo que o estado natural permaneça para testes e desenvolvimentos futuros.

Pegue sua espada, vigilante!

A ambientação sombria de Vigil. (Reprodução)

Os comandos são simples, não há nada de diferente. Vigil é um jogo que irá te deixar por horas e horas preso em um local para a coleta de materiais para uso futuro. Nenhum RPG bom deixaria de fora esta parte bem peculiar. O sistema de armas é levemente semelhante a Dark Souls, porém não tão complexo. É fácil entender o que cada item faz, seus aumentos e diminuições de status.

Posso dizer que Vigil: The Longest Night é um jogo bem desenvolvido, apesar das falhas. Como todo jogo indie, precisa de um leve polimento. Não que esteja bruto, mas melhorar é sempre preciso, claro. Simples, difícil, aterrorizador. Vigil irá te causar algumas insônias pois é um jogo que dificilmente você irá querer parar para alguma coisa. A longa noite te chama, vigilante.

Uma mistura de Capitão América com Doutor Estranho, das casas Stark e Targaryen, aliado dos anões da Terra Média, treino pokémons insetos e nas horas vagas um lolzeiro noob.
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