The Boys 2° Temporada | Crítica

Sabe quando a série tem uma temporada seguinte melhor que a anterior? Pois bem, The Boys é um desses casos em que a segunda temporada trouxe ainda mais impacto do que a sua primeira temporada.

Partindo do princípio de que a arte imita a vida e vice-versa, essa temporada da série trouxe muitas discussões que já são notícias desde muito tempo, mas pasmem, ainda é bem atual infelizmente. Discussões essas que passam principalmente pela personagem Stormfront (Aya Cash), que é claramente racista e isso influência muito em todos os departamentos da Vogth Internaticional.

Os primeiros episódios dessa temporada são como um soco no estomago, trazendo exatamente muitas consequências das ações da primeira temporada. Focando muito na figura perturbadora do Homelander (Antony Starr) e no quão a vida digital pode ser totalmente diferente da realidade.

Apesar de já conhecermos bem todos os integrantes dos sete (grupo de super heróis da Vogth), agora conhecemos os lados mais profundos de todos eles, além da excelente apresentação dos novos personagens. O Homelander e Queen Maeve fazem ali o confronto entre o “insano” e o ” não insano”, sendo completamente diferentes um do outro e com o roteiro nos lembrando a todo momento a famosa cena do avião da primeira temporada.

E apesar do personagem de Antony Starr se o centro de todos os acontecimentos da série, em muitos momentos a fragilidade mental dele ajuda muito o trabalho de influência que a Stormfront tem sobre ele. No começo ele até chegou a resistir e a questionar a presença dela com medo de que a mesma tirasse tudo que ele mais ama, nesse caso a fama e o amor das pessoas.

Mas é como dizem, o ódio está a um passo de distancia do amor, e com os dois não foi diferente. Com isso ela consegue tomar o controle de exatamente tudo da vida dele. E são nesses momentos que ela começa de fato mostrar quem ela é.

Em tempos em que o racismo está novamente em muita evidência mundial, ter a Stormfront como principal vilã da temporada foi uma ótima sacada para lembrar o quão ridículo é o preconceito e o quão ultrapassado é esse pensamento.

Do outro lado da história, é muito interessante sabermos mais sobre o passado de Bruto e do Francês. A construção emocional deles vão muito além de terem o arquétipo do bom soldado. E saber o que aconteceu no passado deles de fato, fala muito sobre o porque dos personagens serem assim hoje em dia.

A parte investigativa que conhecemos bem da série continua aparecendo de uma forma sutil. E por falar em sutileza, o roteiro da série também deixa bem explicito o poder do capitalismo em todos os aspectos. Afinal como a série mesmo diz, negócios são negócios. E isso parece não ser impe cílio nenhum para fazer o que quiser, não importa o preço que se pague.

Em geral foi um acerto enorme da Amazon com a segunda temporada da série e o quão difícil fica para a próxima temporada, já confirmada, superar esse sucesso que tem sido até agora.


Nota do Crítico: 5,0 = excelente.

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma: 

0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular 

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

Apesar da vida ser um grande episódio de Black Mirror ela as vezes tem seus momentos de Sta Wars e fica tudo lindo!
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