O hype NÃO É o limite

Um tapa no hype, mas um tapão de jogar longe! (Reprodução)

Cyberpunk 2077 está entre nós. Porém está como aquele primo inconveniente que gosta de contar vantagem nas festas natalinas, porém sabemos que não passa de palavras. No afã de entregar algo para chegar nas festas de fim de ano, parece que a CD Project RED não cumpriu o preceito básico de toda e qualquer criação: testar, testar e testar. Afinal de contas, indago: qual será o limite do hype? Primeiramente, quero deixar claro que acompanhei de perto todas as impressões de pessoas do meio, basicamente sei daquilo que falo. No entanto, estranho algo com tanto hype tropeçar em passos tão largos que chega assustar! Muitos analistas de jogos ficaram frustrados com as primeiras impressões de Cyberpunk, a ponto de pedirem – pasmem! – reembolso.

Desde que os jogos tiveram mais divulgações, sobretudo com o advento do YouTube e redes sociais, sempre que há novidades os fãs tratam logo de elevar as expectativas, o famoso hype. Muita das vezes soa como algo bem piegas, parece que vale a pena torcer por algo que nem está em nossas mãos. É um tanto triste, mas nada que não nos surpreenda. Vamos lembrar de Aliens: Colonial Marines e Duke Nukem: Forever. Altas expectativas, desempenho horrendo. Como tudo que cai na internet não recebe perdão, Cyber virou meme. Não no sentido positivo, mas ridicularizando os tais erros. As vezes nem o hype é o limite.

Tanta propaganda, pouca qualidade.

Se fosse tudo como era nos trailers, estaríamos aproveitando bastante dessa lenda. (Reprodução)

E quando digo que o hype não é o limite, é pelo fato de que nos decepcionamos. Todavia, erros podem acabar com franquias que eram o sonho de jovens jogadores. Ninguém se lembra de Banjo-Kazooie: Nuts and Bolts que foi massacrado pela crítica e, após esse evento, nunca mais vimos os personagens em jogos novos – salvo exceção o Super Smash Bros Ultimate, não é jogo próprio deles. Me lembro que todos vibraram por receber um novo jogo dos carismáticos personagens, e nada daquilo animou. Não digo que Cyberpunk está fadado a morrer, mas é um fato que pode acontecer.

Eu não sou daqueles que torcem para dar errado – menos quando é sobre Novos Mutantes -, e eu queria que o jogo desse certo. Mas o foco central das críticas é sobre os erros graves que atrapalham a jogatina, desde bugs a erros fatais que fecham o jogo. Será que isso mostra uma certa falha no trabalho dos desenvolvedores ou uma visão mercenária, almejando conteúdos adicionais futuros que corrijam os erros? É grave, muito grave se for a segunda opção! Antes de sermos gamers, somos consumidores. E como consumidor, eu quero que o produto chegue bom como me foi prometido. E as grandes empresas seguem em seus silêncios eloquentes, com desculpas rasas e nenhuma solução.

Meu apelo é para que não fiquemos tão animados com jogos futuros. Ou pelo menos fique quando sair uma demo. E fica uma dica para empresas que verifiquem tudo antes do lançamento. Considero chato você investir em algo que se considera bom mas, no final das contas, nos decepcionamos profundamente. Eu sou um dos muitos que gostou do que viu sobre Cyberpunk no início, mas depois a vontade diminuiu diante das críticas. É complicado admitir, mas, não há hype que levante jogos ruins.

Uma mistura de Capitão América com Doutor Estranho, das casas Stark e Targaryen, aliado dos anões da Terra Média, treino pokémons insetos e nas horas vagas um lolzeiro noob.
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