Soul | Crítica (2020)

Com um ano tão pesado como 2020, cheio de incertezas e desastres ocorrendo pelo mundo. A Pixar lançou Soul, uma animação linda que conversa com seu público em diferentes aspectos.

O filme de Pete Docter conta a história de Joe Gardner (Jamie Foxx), um professor de música em uma escola, que sempre teve o sonho de viver do Jazz. O que Joe não esperava é que justamente no dia em que uma oportunidade de ouro aparece em sua vida, o mesmo sofre um acidente que o obriga a ter rumos novos dentro de sua jornada.

Logo no começo da animação, identificamos características clássicas da Pixar, a movimentação das cenas, como o personagem se comporta na situação rotineira, coisas que não chegam a ser novos para o cinema como um todo. Porém não precisamos de elementos totalmente diferentes para fazermos um ótimo filme, e a Pixar é mestre nisso.

Mas vamos falar da mensagem do filme. Soul, tem uma ideia muito interessante que é, viva a vida e o momento antes que você se arrependa. Parece clichê, certo? Sim! Até parece mesmo, e é exatamente disso que precisávamos ver e ouvir depois de um ano tão pesado como foi 2020. Por muitos momentos foi representado pela nossa sociedade, pelos nossos lideres, que a vida simplesmente não tem tanta importância assim.

Um filme como esse, nos faz refletir e trazer de volta, o que muitos parecem ter esquecido. A vida importa, os sonhos importam e não precisa de um propósito para termos uma vida sem arrependimentos.

Além dessa ideia transmitida, é interessante ver a concepção de criação e encerramento de vida que Pete trouxe para Soul. Personagens inflexíveis como Terry (Rachel House) mostram que existem regras naturais e que de fato números precisam serem exatos para que a conta sempre feche. Enquanto 22, personagem vivida pela Tina Fey reproduz tudo que um ser humano tem dentro de si antes mesmo de virar um ser humano, o medo.

Esse equilíbrio entre um humano arrependido e uma nova alma medrosa faz com que todos os pontos necessários para o sucesso de Soul, estejam ali expostos ao espectador até nos mínimos detalhes.

Por se tratar de um filme muito musical, é evidente a presença de Trent Reznor, Jon Bastite e Atticus Ross, três grandes nomes da música e que já fizeram ótimos trabalhos com trilhas sonoras dentro de Hollywood.

Não seria nenhuma precipitação dizer aqui, que Soul é sim um forte concorrente para indicações ao Oscar de 2021.


Nota do Crítico: 5,0 = excelente

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma: 

0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular 

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

Apesar da vida ser um grande episódio de Black Mirror ela as vezes tem seus momentos de Sta Wars e fica tudo lindo!
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