His dark materials 2ª Temporada | Crítica

A nova temporada de ‘’His dark materials’’, produção da HBO, continua a jornada de Lyra (Dafne Keen) atrás de informações sobre o Pó. Porém, desta vez a personagem divide maior tempo de tela com Will (Amir Wilson), visto anteriormente.

A produção acertou ao introduzir Will já na primeira temporada, pois já estamos familiarizados com o personagem e o roteiro não gasta tempo para introduzi-lo. As histórias dos dois personagens principais se juntam logo no início da temporada, e então a série adentra sua mitologia de vez.

Questões sobre mundos paralelos e o Pó são explicadas sem parecer didático conforme Lyra e Will encontram personagens chaves para esta compreensão. Apesar disso, nem todas as respostas ficam claras e restam muitas dúvidas acerca da mitologia para serem explicadas na próxima temporada.

Uma das personagens mais interessantes segue sendo Marisa Coulter (Ruth Wilson), apesar de ser uma personagem odiável. Ruth Wilson a torna ambígua, juntamente com o roteiro, com ambições dúbias ou ações que não batem com o papel de vilã. Junto a ela, Lorde Asriel (James McAvoy) também deixa dúvidas sobre seus desejos, principalmente após o que fez com Roger na temporada anterior. Sua vontade em acabar com a Autoridade, com seu discurso ressoando o mesmo da Sra. Coulter, ‘’ou está comigo ou não está’’, não permitindo a neutralidade, pode levar a outros rumos. A história se torna muito mais complexa ao colocar estes personagens dúbios. Apesar de ser interessante mostrar o Magisterium como delimitador do conhecimento e vilão da história, inserir a dúvida sobre estes personagens sobressalta a produção frente a outras histórias de aventura.

A série segue fazendo analogias com a Igreja Católica, desta vez sem sutilezas. As cruzadas, o método de votação de um novo Papa, a Inquisição, julgar o desconhecido como profano e herege, e aniquilar outras culturas estão todos presentes na história, quase sem adaptações da realidade para ficção.

Se por um lado a série poderia aproveitar mais James McAvoy (Lorde Asriel), ótimos atores é o que não falta na produção. Ruth Wilson segue sendo impecável como Marisa Coulter e Dafne Keen, que já era ótima atriz-mirim, melhorou ainda mais. Lin-Manuel Miranda faz um excelente Lee Scoresby e Ariyon Bakare parece que foi feito para o papel de Carlo Boreal. Até mesmo personagens passageiros na história contam com excelentes nomes, como Andrew Scott, Terence Stamp e Bella Ramsey.

Diferente da primeira adaptação dos livros para as telas, His dark materials mostra que mesmo sem seguir fielmente aos livros, é possível fazer uma boa adaptação e instigar o espectador a ler a obra original.


Nota da Crítica: 4,0 = ótimo

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma: 

0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular 

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

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