Lupin 1ª Temporada | Crítica

Grande surpresa da Netflix em janeiro, Lupin é concisa e ao mesmo tempo extravagante. Premissa simples, conta a história de um mestre dos roubos, Assane Diop (Omar Sy) e a investigação da polícia. A grande sacada da série é tornar disto um questionamento político.

Assane Diop quando adolescente vê seu pai ser acusado injustamente do roubo do colar da rainha Maria Antonieta do cofre dos patrões, bilionários. O jovem fica fissurado no último presente de seu pai, um livro de ficção das aventuras de Arsene Lupin, mestre dos roubos por truques e enganações.

Semelhante à Lovecraft Country, Lupin usa da obra original para criar uma nova história, atual porém homenageando a antiga. Assane Diop utiliza das enganações aprendidas no livro para fazer justiça ao seu pai, que foi acusado injustamente, e se vingar dos patrões, a família Pellegrini.

Logo no primeiro episódio já é possível entender que o patrão usou o pai de Diop como bode expiatório. Porém a trama não deixa de ser interessante por isso. Pelo contrário, saber que os Pellegrinis são culpados prende a atenção do espectador para ver como Assane fará com que alguém tão poderoso seja exposto.

Diferente de muitas histórias de grandes roubos, a série opta por realizar o grande roubo do personagem logo no primeiro episódio. A série deixa claro que o roubo não é o mais importante e sim o motivo.

Planos e trilha dinâmicos ajudam a passar a maestria de Assane em suas enganações. A câmera se diverte pelo ambiente, sem ficar presa a ação do personagem. É divertido ver como Diop realiza os truques, com toques e distrações despercebidos.

Graças à essa dinâmica, juntamente com o roteiro bem trabalhado, os 5 episódios da série são facilmente consumidos em maratona. O elenco também não fica para trás. Omar Sy, conhecido por ‘Os Intocáveis’, mas com grandes filmes recentes em sua carreira, passa a espontaneidade de Assane Diop enquanto mostra a sede de vingança por seu pai. Clotilde Hesme brilha nas cenas em que sua personagem, Juliette Pellegrini precisa confrontar o pai e consegue dar profundidade à personagem, mesmo sem grandes aprofundamentos no roteiro.

Mesmo com algumas situações que poderiam ser mais difíceis para os roubos, Lupin é um grande trabalho da Netflix e deixa espaço para uma segunda temporada, merecendo até mais episódios.


Nota do crítico: 4,0 = ótimo

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma: 

0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular 

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

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