O Céu da Meia-Noite | Crítica

O Céu da Meia-Noite nos introduz a duas premissas que acabam se cruzando ao decorrer do longa. E mesmo que com focos principais, nada inovadores nos filmes de ficção científica, George Clooney e companhia conseguem entregar um filme atual, embora suas gravações tenham acabado no início da pandemia.

A primeira premissa que nos é apresentada é a do cientista ártico Augustine (George Clooney), que tem uma doença terminal, doença essa que sem o devido tratamento poderia ser fatal a qualquer momento (o que nos é exposto logo nos primeiros minutos). E essa doença faz com que ele se isole do resta da humanidade, ou o que sobrou dela.

Toda a motivação do personagem de Clooney é muito interessante, desde os arrependimentos do passado, até a sintonia com a criança que fica na nave com ele. Esse com certeza é um dos pontos fortes do roteiro da Lily Brooks-Dalton, a semiótica trabalhada dentro da história de Augustine, que é concretizada com a criança simbolizando sua filha.

Esse ponto forte, não é o suficiente para sustentar uma história de pouco mais de 2 horas. E ai vem o segundo ponto forte do filme que é alguma catástrofe na Terra. Esse acontecimento foi o bastante para entendermos que foi necessário a Nasa mandar muitas naves galáxia afora em busca de novas fontes de vida, em outras palavras, planetas habitáveis.

Dai pra frente o longa nos apresenta a segunda premissa que é a realidade da filha de Augustine, Sully (Felicity Jones), que está em uma dessas naves á procura de novos planetas. Essa segunda premissa por sua vez não tem as melhores execuções como a de Augustine na Terra, e isso faz com que o longa se perca em uma mistura entre o que é bom e ruim.

O despreparo da tripulação em momentos em que ela é testada coloca em check toda a construção dos personagens que ali estão. Uma cena ou outra com familiares na Terra não foi o suficiente para sabermos as reais motivações e pensamentos da tripulação. E os diálogos quase que muito previsíveis, fazem desse outro lado da história ser bem ruim.

Como muitos filmes dessa mesma temática costumam ser bem bonitos, com O Céu da Meia-Noite não é diferente, o filme em si é bem bonito, cheio de boas tomadas e fotografia muito boa. Mas assim como existem muitos filmes da mesma temática, muitos deles são melhores do que o longa da Netflix.

A falta de equilíbrio prejudica o que poderia ser o diferencial do filme, já que falha de comunicação e catástrofe no planeta estão sempre presentes por ai. A falta da relação pai e filha e o desfecho do longa deixa muitas perguntas em aberto que poderiam ser respondidas com poucas linhas de diálogos e nesse quesito a falha é reconhecível, até demais.


Nota do crítico: 3,0 = bom

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma: 

0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular 

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

Apesar da vida ser um grande episódio de Black Mirror ela as vezes tem seus momentos de Sta Wars e fica tudo lindo!
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