Pieces of a Woman | Crítica

Um filme interessante carregado pela sua incrível história e atuação das mulheres. Pieces of a Woman vem forte e merece uma indicação de atuação à premiações em 2021.

O novo filme da Netflix junto com Martins Scorsese, dessa vez produtor executivo, conta a história de uma família que perde uma criança recém nascida minutos antes do parto feito em casa. Dito isso você já deve ter presumido que é aquele drama que vai fazer você chorar, mas não é bem por ai. Pieces of a Woman traz um conjunto de sentimentos que vão se misturando com o decorrer da história de Martha Weiss (Vanessa Kirby) e Sean (Shia LaBeouf) conduzidos pela mão de Elizabeth (Ellen Burstyn).

Essa condução de história mostra muito como o roteiro do longa é bem amarrado em diversos momentos do filme, mas não em sua totalidade e isso prejudica um pouco o desenvolvimento do personagem de Shia LaBeouf, por exemplo. Que começa a ter um caminho muito condizente com a história e tem o fim bastante aberto.

Por outro lado, os dois destaques do filme estão claramente nas atuações de Vanessa Kirby e Ellen Burstyn mantendo a relação mãe e filha com todos os conflitos e amores envolvidos. Os papéis foram tão bem executados que é praticamente impossível o telespectador não se sentir na pele de ambas até o final.

Um fator muito importante para que tal envolvimento aconteça é a Fotografia incrível de Benjamin Loeb e a direção de impecável de Kornél Mundruczó que juntos fazem com que toda a ideia ali escrita pela Kata Wéber funcione, se não com perfeição, com uma boa execução.

O que pra mim faz uma diferença enorme na narrativa é a trilha sonora que senti falta de ser mais incisiva em alguns momentos do longa, apesar de saber logo de cara que era um filme de atuação, com uma proposta bem diferente dos dramas comuns. Foi arrisco? Foi, mas quem arrisca não petisca, não é mesmo?

A ideia de mostrar a dor dessas pessoas em diferentes perspectivas precisava de uma atuação quase que perfeita de todos os envolvidos diretamente, e podemos dizer que o trio Vanessa Kirby, Ellen Burstyn e Shia LaBeouf conseguiram isso com autoridade. Afinal a dor pessoal ela é mesmo transmitida de uma forma única, com choro? Em Pieces of a Woman compreendemos que o choro e apenas uma cereja no bolo. Raiva, tensão, desvio de foco, recaídas em vícios, tudo isso em 2 horas de filme.

A pergunta agora é, será que foi o suficiente para ganhar as premiações pré Oscar e quem sabe entrar de vez no páreo? O Volpi Cup (Premiação de Veneza) de melhor Atriz indica que sim e não seria nem um pouco distante pensar em Vanessa Kirby como indicada a premiação mais importante do cinema.


Nota da Crítica: 4,0 = ótimo

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma: 

0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular 

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

Apesar da vida ser um grande episódio de Black Mirror ela as vezes tem seus momentos de Sta Wars e fica tudo lindo!
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