Quando é viável fazer um remake

Mudar sem perder a essência. É isso que faz um remake ser um bom remake. (Reprodução)

Desde os primórdios da era dos jogos, a gente convive com franquias que são incríveis e atemporais. Seja qual for a empresa, seja Nintendo ou Sony, Sega ou Microsoft, sempre há um jogo que marca uma geração. Particularmente acho que se o jogo possui uma boa história e ser jogável, ele pode ficar sim marcado por décadas. Por exemplo, temos Super Mario Bros do Nintendinho, Sonic do Mega Drive, God of War do Playstation, entre tantos outros. Conforme a tecnologia avança – ainda bem -, nos encontramos com novos consoles com novas potências e novas perspectivas. Lógico, as empresas se valem disso para lançarem jogos antigos com uma nova roupagem. Contudo, existe um receio em algumas vezes, por conta do não saber quando é viável fazer um remake.

Um remake de um jogo aclamado é sempre bem vindo, desde que se encontre a viabilidade. Quando a Nintendo lançou a coletânea Super Mario All Stars, pro Super Nintendo, eles refizeram jogos clássicos com gráficos bem desenhados à época. Eu mesmo joguei e comparei as duas versões, foi de um zelo impecável. Diferente do que fizeram com Bomberman, A Hudson Soft quis ressuscitar a franquia, mas acabou por mata-la sem ao menos cavar a sepultura. Quando se pensa na viabilidade de se fazer um remake, há de se pensar se o público realmente QUER, pois não basta apenas lançar. É preciso corrigir erros, isso faz um remake valer a pena cada centavo.

Se adiar, a gente fica com pé atrás

Matou a franquia. Miraram no Bomberman, acertaram no Homem de Ferro. (Reprodução)

Prince of Persia é um jogo aclamado desde sua clássica porém difícil origem. The Sands of Time foi muito bem elogiado à época, recentemente a Ubisoft declarou que irá lançar um remake. Com a questão do coronavírus, o jogo teve de ser adiado, por somente dois meses. Isso me deixa, particularmente, com os dois pés atrás, as mãos também. Claro que aceitamos que o jogo receba toda a melhoria necessária, mas depois de Cyberpunk 2077, todo e qualquer adiamento é de arrepiar os cabelos! É viável fazer um remake cheio de bugs e erros grotescos, até fatais? Eu não aceito e, se for o caso, me uniria a muitos que pediriam o reembolso. É preciso que nós, gamers, não nos encaminhemos por caminhos da nostalgia.

Em jogos MOBA, como League of Legends, é bem comum ter um remake diferenciado. Não, eles não refazem o jogo do zero mas sim personagens antigos que ficaram de certa forma obsoletos. O último, Volibear, teve não só o seu design modificado, mas também suas habilidades. Isso trouxe uma forma de se manter algo e só mexer nas peças. É o gambito das empresas para que não se pare com a jogatina, basta lançar um patch que introduza e é GG. Em sua última apresentação, colocaram em votação para saber qual será o próximo campeão a ser refeito. Um meio democrático, diria, de evitar decepções futuras.

Quero que Sands of Time renda bons frutos com esse adiamento. É triste ver um remake de algo aclamado ruir por conta de pressa em entregar para obter lucro. Fora isso, não vejo mal algum em se repaginar franquias, visto que consoles se renovam a todo o momento. Se exige tempo, deem o tempo preciso, mas que não seja entregue com pressa. Considero também determinadas coletâneas como remake, mas só lançar não significa que não se possa dar uma melhorada. E que 2021 traga Resident Evil 4 Remake, é o que eu preciso.

Uma mistura de Capitão América com Doutor Estranho, das casas Stark e Targaryen, aliado dos anões da Terra Média, treino pokémons insetos e nas horas vagas um lolzeiro noob.
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