Emily em Paris 1ª Temporada | Crítica

Produção estrelada por Lilly Collins em outubro do ano passado, já ganhou indicação ao Globo de Ouro. A produção concorre como melhor série de comédia ou musical, e Collins concorre como melhor atriz.

A série segue Emily, jovem dedicada ao trabalho, com vida perfeita e com tudo planejado, que ganha uma promoção no trabalho não esperada. Logo, a jovem se vê em Paris, mas a vida não ocorre como ela planejou.

Lilly Collins está bem no papel de Emily, e é essencial para que o espectador simpatize com a personagem em algumas situações, além de a produção ter acertado em cheio a escolha da atriz, sabendo bem qual o público alvo tanto da série quanto da atriz.

É até irritante por parte da personagem a sua vontade de agradar a todos, principalmente no início. Os colegas de trabalho não a tratam bem, em especial sua chefe, mesmo sem motivos e no caso da chefe, é até forçado. Emily é inocente demais, e tentando agradar, até características interessantes dela acabam sendo irritantes. Ao decorrer da história, a personagem eventualmente é incoerente com sua personalidade, tomando atitudes que a afetariam negativamente em sua vida. Contudo, pode se tratar de uma futura ‘evolução’, para os moldes franceses mostrados na série, da personagem.

A história aposta em estereótipos e clichês, utilizando de Emily como a voz da razão em alguns casos, como o de uma publicidade de perfume. O estereótipo de franceses mal-educados funciona bem, e é o principal motivo de riso do roteiro. Ao menos funciona bem para os não-franceses, já que a série não foi bem recebida na França. Apesar de comédia, são poucos os momentos engraçados.

Além de estereótipos, a série utiliza de clichês narrativos, assim como pontos já sacados no roteiro. Para o que a produção propõe, não é algo que perca sua qualidade. A história é uma atualização dos clichês para o público adolescente, sem grande parte dos problemas que outras produções do gênero, antigas, tem. Por este ponto de vista, ela é ótima.

Quase um atual ‘Diabo Veste Prada’, a produção funciona bem para o público adolescente. Para o público mais velho cumpre a função de ser uma série leve, para passar o tempo e relaxar, que é o que a série se propõe, embora a indicação ao Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia possa ser contestada.


Nota do crítico: 3,0 = bom

O critério de notas é estabelecido da seguinte forma: 

0,0 = péssimo

1,0 = ruim

2,0 = regular 

3,0 = bom

4,0 = ótimo

5,0 = excelente

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Relacionados

Comece a digitar sua pesquisa acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione ESC para cancelar.

De volta ao topo