Por que adoramos “bad guys”?

Livros são um conforto para a alma de todo bom leitor. Seja clássico ou teen, quando encontramos um gênero do nosso gosto, um universo ao qual nos sentimos pertencentes é quase impossível se desprender ou deixar ir. Entretanto, inevitável mesmo é não se apaixonar por um personagem de livro. Quantos crushes literários não colecionamos em anos e anos de leitura? Se perde a conta entre as páginas. Desde o mocinho mais doce, gentil e clássico até os mais rebeldes e atuais “bad boys”.

As obras são tão variadas, desde uma bem comum high school até mundos de fantasias protegidos por anjo ou bruxos. Os personagens de cada um desses mundos cativam com suas personalidades ou atitudes que acabam tendo ao longo da história de cada um. Mas o que sempre se espera é que o mocinho ganhe o coração dos leitores e leitoras. Então por que existe uma atração tão intensa por alguns “bad guys” da literatura?

Eles são sérios na maioria das vezes, misteriosos, tem aquela aura de problema em torno deles e a gente vê as mocinhas negando constantemente sua atração nítida por eles. O mais engraçado é que antes da mocinha admitir seus sentimentos, nós leitores, já estamos caindo de amores pelo caras que são a personificação do problema. É o típico clichê do cara problemático que a protagonista resgata e torna o melhor, só porque ele está com ela, por se apaixonar por ela. Na vida real é bem diferente disso, mas vamos nos ater a ficção por enquanto.

Os tais caras maus

Se passar algumas horas na internet tentando descobrir o que torna os “bad guys” tão interessantes para quem lê, você vai ver de tudo um pouco e não chegar a conclusão de nada. É muito variado. Alguns atribuem isso ao charme que eles carregam, outros aos cabelos negros sempre bagunçados e olhar marcante e alguns até dizem que é aquele sorrisinho no canto dos lábios que torna o personagem sedutor, misterioso e extremamente  atraente. São menores os casos em que a personalidade sempre rebelde e destemida. Ela na verdade se torna um grande complemento para todos os atributos visíveis.

Nem sempre esses personagens carregam todos os atributos que definem um bad boy. Apenas um deles já é suficiente para chamar a atenção. Tenho certeza que assim como eu, a maioria dos leitores tenta lutar contra o sentimento de querer defender o bad guy em algumas situações e algumas pessoas até conseguem, porém basta ele fazer qualquer coisa em nome da mocinha, para ver ela bem ou para defendê-la que viramos o bom e velho meme o Pica-Pau e começamos a passar pano. Volto a lembrar, nem sempre é assim. Existem alguns abençoado pelo universo que não caem nessas armadilhas e conseguem ver além da ficção.

Bad guys favoritos

O bad guy não é necessariamente o vilão da história e eu posso provar. Vou usar aqui três séries de livros que podem provar isso. E já digo, valem muito a pena ler, não só por eles mas por serem histórias gostosas de acompanhar.

Rhysand

Vou começar com a série ACOTAR. Rhysand é um tipo de bad guy que ganhou o coração dos fãs da saga Uma Corte de Espinhos e Rosas. Ele é um cara muito arrogante, afinal sabe que é lindo e acha que isso dá a ele esse direito. Rhys também é extremamente sombrio no que diz respeito ao seu comportamento e carrega um ar de mistério e sensualidade com ele. No entanto, aos poucos é revelado que muito disso não passa de uma máscara para camuflar algumas qualidades que o moço misterioso possui. Além disso, toda a trama trabalha a fantasia de uma forma fantástica e para quem já viu falar da série por aí, certamente está bem curioso para saber o que acontece no capítulo 55 de Corte de Névoa e Fúria.

Rhysand, da série ACOTAR. Imagem: Reprodução/Internet

David, Mal, Jimmy e Ben

Agora meu quarteto favorito: David, Mal, Jimmy e Ben. São integrantes de uma banda de rock que dá nome a série de livros chamada Stage Dive. São 4 livros, cada um contando a história de um dos integrantes da banda e os livros tem ligação entre eles e uma ordem de leitura que ajuda muito a não receber um spoiler e curtir a história completa ao final. Eles não são perfeitos, mas são apaixonantes. E dos quatro, o menos bad boy é o David. Claro, a alma poética da banda. Nessa saga também é muito fácil se apaixonar pelas garotas com as quais eles se envolvem. Elas tem personalidades diferentes e fica fácil se identificar com alguma delas.

Mal, David, Jimmy e Ben.

Rush

Por último, porém não menos importante, apresento Rush Finlay. Primeiro, veio uma trilogia toda contada por Blaire Wynn. A história é contada a principio, pela visão de Blaire. Então vemos um bad boy típico, filho de um super astro do rock, cheio da grana, dono da sua mansão e que odeia a mocinha. Não entendemos o motivo de cara mas no decorrer da trama isso se desenrola. Fica mais fácil passar o pano pro bonitão com o quarto livro da série que é uma visão de Rush da história. E um alerta de spoiler, o último livro revela uma música escrita pelo bad boy para sua amada e a senhora Abbi Glines conseguiu fazer uma gravação dela. É perfeito ler e ouvir a música no momento exato. A trama é cheia de dramas familiares, altos e baixos, bem baixos mesmo. Mas é um clichêzinho gostoso de ler.

Alerta aos navegantes

Se encantar por caras assim nas páginas dos livros é lindo. Eles sempre tem sua redenção, a mocinha está sempre ajudando e vivem felizes para sempre. Porém, ninguém avisa que só esse tipo de crush só legal nos livros mesmo. Ou será que avisa? Na página 8 de “O Corvo das Ilhas Gregas“, que também recomendo muito, a escritora R. Christiny deixou aquele alerta maroto que devia ser replicado em todos os livros de ficção com personagens assim.

Cara leitora, lembre-se a todo momento: bad boys só são sexys e interessantes na literatura, se porventura você se deparar com um deles na vida real, fuja! Diferente das narrativas literárias eles não serão corrigidos, não haverá bondade, você não o transformará numa pessoa melhor. Sua saúde mental vale muito mais que uma pica (por maior que seja).

Recado da autora R. Christiny

O recado está dando. Mergulhe nos livros, tenha seus crushes literários nos bad guys porque eles tem sim seus atrativos, mas apenas no mundo da ficção. Na realidade, não vale a pena mesmo se perder pra viver um romance com alguém que vai te fazer sentir inferior ou não irá retribuir o sentimento e o cuidado.

Amante da leitura, seja jornal, livros ou hqs. Adora um conta de fadas, inclusive é toda trabalhada na Fiona: meio ogra mas com coração de princesa. Marvete assumida com amor. EXLSIOR. E um café, por favor, bem forte e sem açúcar.
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