Teremos outro crash dos jogos eletrônicos?

Longe de mim ser um profeta, porém, temos que concordar que as coisas mudam de forma. Ainda assim, gosto de pensar no que houve no passado para evitarmos os erros no futuro. Olhar o passado, estando no futuro, ajuda a galgar passos. Não só isso, ajuda também a ver que erros ocorrem, são naturais no processo. Coisas que existem hoje, podem não existir mais no futuro, ainda mais os jogos. Caro leitor. O mundo passa por crises financeiras desde o início dos tempos, nem mesmo os jogos escaparam. A pergunta que lanço no ar, é: teremos outro crash dos jogos eletrônicos, assim como foi em 1983?

A ideia para escrever surgiu após uma matéria onde informa que a Sony está com prejuízo. Sim, a dona do Playstation está declarando que seu novo console está causando prejuízos para a empresa. Ainda que tenha vendido mais de 4,5 milhões de unidades, o desfalque está ocorrendo pois o preço do PS5 vendido é diferente do preço estipulado pela Sony. Vejo isso como um sinal negativo? Pois digo que sim e não. Eu falo que sim pois ainda se tem um console anterior sendo vendido. Como ambos possuem teoricamente os mesmos jogos – alguns rodando com motores gráficos melhorados -, o público comprará o que estiver com menor preço.

Um dos 5 MILHÕES de cartuchos de ET que ficou encalhado e, posteriormente, enterrado em um aterro sanitário. (Reprodução: Internet)

Um novo crash dos jogos é evitável. Só saber como agir.

Em 1983, a Atari lançou uma série de consoles, um atrás do outro, porém chegou em uma verdadeira “sinuca de bico” por conta da alta demanda de suporte para todos, incluindo fliperamas. Fora isso, a Atari não dava crédito aos desenvolvedores de jogos. Contudo, eles se sentiram no direito – certo, inclusive -, de deixarem a empresa para criarem suas próprias, como a Activision. Eu percebo que as grandes empresas sempre foram cruéis com os desenvolvedores. No afã de querer lançar e lucrar, eles esqueceram de oferecer qualidades aos jogos, além do fato da oferta de consoles estar muito alta, mas a procura baixíssima. Foi a partir daí, tendo como a cereja do bolo o jogo ET – O Extraterrestre, que ninguém mais se interessou pelos jogos domésticos. Muitos ficaram encalhados, vendidos a preço de custo para esvaziar estoque, vários cartuchos de ET foram enterrados.

Isto posto, afirmo que lucrar sem oferecer qualidade é péssimo e problemático. Cyberpunk que o diga, assim sendo um problema por conta de bugs e pedidos de reembolso em massa. Mas, vendo por um outro lado, acho importante frisar que há chances do Playstation 5 ser sim um sucesso e trazer lucro real para a Sony. Tudo é na troca de vantagens, em minha visão, e atualmente não há como uma pessoa pensar em comprar um console assim em meio a uma crise sanitária global. considero uma irresponsabilidade inclusive. Ademais, hoje existe uma gama de possibilidade para jogos, com um investimento pesado para o cenário Mobile – Free Fire, Wild Rift, entre outros – que expandem o conceito de celular. E o preço é mais em conta que um console de mesa.

Seja como for, cenários para uma crise existem. Mas não tão alarmantes quanto nos anos 80. Empresas estão maduras o bastante para entenderem que um errinho mínimo, o menor que seja, pode causar uma catástrofe em suas receitas. Mas não só erros tecnológicos, mas erros sociológicos também. Podemos sim evitar um novo crash dos jogos. Basta falarmos menos e agirmos mais.

Uma mistura de Capitão América com Doutor Estranho, das casas Stark e Targaryen, aliado dos anões da Terra Média, treino pokémons insetos e nas horas vagas um lolzeiro noob.
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