Das Páginas aos Palcos

A leitura é algo fantástico que nos proporciona momentos em que a nossa imaginação pode ser levada para lugares onde nunca estivemos ou sequer sonhamos que pudesse existir. Com muita sorte podemos ter um vislumbre melhor do que nossa imaginação criou quando o livro se torna uma obra cinematográfica ou produzida em forma de série para TV e streaming. Em alguns casos é o paraíso, sucesso de adaptação. Em outros é um terror pois não segue tanto o esperado pelos leitores e acaba frustrando. No entanto, é sempre lindo ver o que estava nas páginas saltar para as telas.

Falamos tanto de filmes e séries baseados em livros que peças de teatro e musicais acabam ficando um pouco esquecidos. Não aqui e muito menos agora. Dia 27 de março é o Dia Mundial do Teatro. E por que não relembrar alguns livros que já saltaram suas páginas e ganharam vida em cima do palco? Desde peças clássicas como “Romeu e Julieta” de William Shakespeare até as mais contemporâneas como “A Cor Púrpura” de Alice Walker. Todas tem sua magia e encantam. Nos palcos ainda mais por trazer aquela interação com o público e a quebra da quarta parede ao vivo.

Silêncio na plateia, as luzes se apagam…

E começa o espetáculo. As cores, os movimentos, os artistas de um lado para o outro do palco dando vida a obras tão maravilhosas e tornando a experiência que vivenciamos na imaginação algo real, pelo menos por algumas horas. Ato um, encerrado. Fecham-se as cortinas. No entanto, não apenas peças teatrais dramáticas como Hamlet e Romeu e Julieta que estamos falando, mas também musicais como Wicked e A Cor Púrpura que foram aclamados pela crítica e adorados pelo público. Musicais são sempre mais leves por mais pesadas que as histórias possam ser, talvez seja esse o atrativo.

A Broadway é campeã em fazer esse tipo de coisa tornando a magia real. Um exemplo é Misery, de Stephen King que em 1992 ganhou os palcos mundo afora e uma temporada na Broadway estrelada por Bruce Willis. E quando se fala de Stephen King, já sabemos o que esperar. Wicked – A História não Contada das Bruxas de Oz, de Gregory Maguire, também ganhou a Broadway em 2003 estrelando Idina Menzel, Kristin Chenoweth e Joel Grey. O sucesso ficou marcado pelos prêmios recebidos. Foram três Tony Awards, seis Drama Desk Awards e um Grammy. O Brasil teve a chance de vivenciar essa experiência em 2016 quando a peça chegou por aqui.

Alimentando a Imaginação

Das páginas aos palcos eles se tornaram grandes nomes. Se não teve a oportunidade de ver nenhuma dessas obras ganhando vida ou mesmo ler, fica aqui algumas dicas de por onde começar.

A Cor Púrpura

A Cor Púrpura conta traz a personagem Celie como protagonista, porém aborda discussões importantes como a relação de poder que historicamente os homens obtêm sobre as mulheres na sociedade. Foi a obra de Alice Walker que deu inspiração ao musical, que foi escrita há mais de 35 anos pela dramaturga norte-americana Marsha Norman. Em 2019 o Brasil também teve o privilégio de ter a peça em seus palcos que contou com a direção de Tadeu Aguiar. O livro também ganhou adaptação no cinema em 1985, estrelando as maravilhosas Whoopi Goldberg, Oprah Winfrey e Margaret Avery.

Capa da obra de Alice Walker. Imagem: Reprodução/Internet

Wicked – A História não Contada das Bruxas de Oz

Todos já vimos e ouvimos a história da jovem Dorothy Gale brilhantemente interpretada no cinema por Judy Garland em O Mágico de Oz (1939). No entanto, a história que conhecemos não mostra o ponto de vista da Bruxa. Em Wicked, o embate entre Dorothy e a Bruxa Má do Oeste pode ser visto pela perspectiva da Bruxa. O livro relata, com riqueza de detalhes, a história da bruxinha de pele verde que cresceu em meio a preconceitos e obstáculos até se tornar a Bruxa Má como conhecemos. Gregory Maguire nos traz essa nova perspectiva e vale a pena a leitura.

Capa do livro Wicked. Imagem: Reprodução/Internet

Romeu e Julieta

E por que não falar dos clássicos?  Sim, William Shakespeare é autor de diversas peças, então por que Romeu e Julieta? Porque de todas as obras essa é a mais rica em readaptações. Se você não gosta do clássico, pode ler Julieta Imortal e Romeu Imortal, escritos por Stacey Jay. A autora deu outra perspectiva a história e uma chance para Julieta de refazer suas escolhas. Particularmente Romeu e Julieta é uma obra que gosto, porém Julieta Imortal é cativante do começo ao fim e mantém o tom de tragédia para não perder a essência da obra original.

Livros da Stacey Jay. Imagem: Reprodução/Internet

Enquanto não podemos assistir a uma peça dessas obras, vale a pena a leitura. Não cabem aqui todas as obras que já fizeram sucesso nos palcos, porém eles cabem sua sua estante e o bônus é te levar para outros mundos e outros tempos. Deixe sua imaginação te levar e a criatividade montar os cenários. Leia.

Amante da leitura, seja jornal, livros ou hqs. Adora um conta de fadas, inclusive é toda trabalhada na Fiona: meio ogra mas com coração de princesa. Marvete assumida com amor. EXLSIOR. E um café, por favor, bem forte e sem açúcar.
Post criado 54

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Relacionados

Comece a digitar sua pesquisa acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione ESC para cancelar.

De volta ao topo