Dia do Sim | Crítica

Sabe aqueles filmes que claramente você assistiria na sessão da tarde em um dia totalmente tranquilo? Pois bem, Dia Do Sim é um desses filmes que não precisam de muito para te divertir.

O longa de Miguel Arteta com a Netflix conta a história de um casal que estava sempre dizendo sim um para o outro durante o período em que se conheceram. Mas essa situação que até então era agradável muda completamente quando viram pais de 3 crianças.

A narrativa em si já começa muito bem encaminhada para a proposta de um filme “relaxante” quando percebemos que de fato a forma de vilania é assumida pela rotina e responsabilidades do casal Allison (Jennifer Garner) e Carlos (Edgar Ramírez). Um casal que só dizia sim um para o outro passa a começar a dizer não para seus filhos, não importa a situação, e já podemos imaginar como as crianças da história se sentiam.

O roteiro ainda exemplifica a figura da mãe mandona de uma maneira bem ingênua, fazendo comparação com a ditadura de Mussolini na Itália dentro de um trabalho da criança do meio Nando (Julian Lerner), fazendo assim que o primeiro ponto de virada do filme aconteça.

A personagem de Jenna Ortega, Katie, é a adolescente que mais reclama das atitudes da mãe mandona e nesse exato momento começa a rolar a personificação de uma relação confusa entre os adolescentes e os pais (o que pode ser normal em muitos momentos).

O filme não conta com grandes atuações, é verdade, mas conta com uma excelente trilha sonora que vai de Imagine Dragons, H.E.R e uma leve passada por Queen. E já estabelecemos aqui que quando entra Queen na parada, a coisa fica um pouco mais interessante.

Também é uma grande verdade quando falamos que não existe nada de novo nessa narrativa já contata inúmeras vezes. O que as vezes diferencia é de fato como os alívios cômicos são diferenciados dos momentos de tensão do filme para ter assim um equilíbrio de roteiro.

Dia do Sim trata muito bem essa parte do equilíbrio fazendo com que o filme não fique chato de assistir com o passar do tempo. E também tem a duração certa, que conta muito para que o equilíbrio entre o engraçado e chato não saia do eixo e acabe transformando o longa em algo ruim.


Nota do crítico: 2,0 = regular

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular 
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

Apesar da vida ser um grande episódio de Black Mirror ela as vezes tem seus momentos de Sta Wars e fica tudo lindo!
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