Snyder’s Cut: Justice League | Crítica

Snyder’s Cut Justice League, é a versão do diretor Zack Snyder do filme Liga da Justiça. O longa conta com 4 horas de duração, um roteiro mais estruturado, dividido em seis partes e um epílogo e melhores efeitos especiais. Snyder Cut já está disponível nas plataformas digitais no Brasil, bem como na HBO Max ao redor do mundo.

Mantendo a mesma história apresentada em 2017, após a morte de Superman, em “Batman Vs Superman”, Bruce Wayne (Ben Affleck), convoca Diana Price (Gal Gadot) para combater um novo e mais perigoso inimigo. Juntos, Mulher Maravilha e Batman, recrutam um time de meta-humanos Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Ciborgue (Ray Fisher) para salvar o planeta.

A maior diferença que senti ao assistir a versão de Zack Snyder, é que as informações não foram simplesmente jogadas como na versão lançada em 2017. Snyder faz questão de desenvolver cada personagem e explicar todos os pontos até que o Lobo da Estepe (Ciarán Hinds) e seus parademônios surgem em busca das caixas maternas.

Além disso, enquanto o filme de 2017 focava apenas no retorno de Superman após sua morte e deixando os personagens Flash, Ciborgue e Aquaman, apenas como alívios cômicos, a versão de Snyder equipara a importância de todos os personagens, principalmente a do Ciborgue, que se torna o ponto central da história, já que sua relação com as caixas maternas, têm papel fundamental no desenvolvimento da história.

Sem nenhum tipo de interferência criativa, e com muita liberdade, Snyder apresentou tudo o que quis em sua versão, o que me deixou bem satisfeita com o filme, porque apesar de ser a mesma história, parece que está sendo apresentada uma “nova” história, já que muito conteúdo novo foi adicionado. Porém, para não dizer que tudo foi perfeito, algumas coisas me incomodaram. 

Durante as duas primeiras horas, o diretor abusa de efeitos especiais em câmera lenta, o que torna tudo um pouco mais maçante e deixa algumas cenas bem desnecessárias. E no final, o longa apresenta alguns arcos que poderiam ser cortados, visto, que o futuro da Liga da Justiça, ou, de pelo menos alguns personagens são incertos.

Por último, mas não menos importante, citarei a sequência do Coringa (Jared Leto). Sempre que entrei em uma discussão, eu defendi o que Jared Leto pode fazer como ator, principalmente sob uma boa direção. A pequena cena do Coringa em Snyder Cut prova isso. 

Apesar de curta e não influenciar no filme como um todo, a cena do Coringa é bem explorada, assim como a atuação de Leto. Diferente do que foi apresentado em Esquadrão Suicida, o Coringa apresentado nesta nova versão, entrega muito do que esperamos ver do personagem e do ator.

Confesso que eu estava apreensiva com essa versão de Liga da Justiça e não sabia que eu precisava dela, até vê-la. Para quem é fã da DC garanto que você não ficará desapontado ao assisti-la e, para quem assistiu ao filme de 2017 e se decepcionou como eu, esse filme é um pedido de desculpas com um abraço caloroso.

Nota do crítico: 4,0 = Ótimo 

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular 
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

Talvez a maior fã de Rei Leão que temos aqui entre nós. Trás o equilíbrio da força em suas ideias e faz você parar para escutá-la.
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