Temos que pegar!

27 de fevereiro de 1996. O mundo se rendeu ao charme de criaturas virtuais, fofas ou não tão fofas assim. De toda forma, o mundo se ajoelhou perante ao fenômeno que Pokémon se tornou. Inesperadamente, um simples jogo para Game Boy se expandiu para todas as esferas da cultura pop da época e da nosso presente momento. Além dos jogos, temos filmes, anime, brinquedos, roupas e afins. Junichi Masuda é o responsável por uma legião de fãs que colocam um rato de bochechas vermelhas para lutar contra um enorme dragão vermelho e alado. Com o mote de “Temos que Pegar Todos!”, a franquia chega aos seus 25 anos, somando sucessos e também fracassos.

Agora temos que pegar todos, mas em mundo aberto (Reprodução: Game Freak/Internet)

Sendo bem resumido, a ideia inicial de Pokémon veio do hobby de capturar insetos e observa-los. De 1996 para cá, novas mecânicas foram surgindo conforme a tecnologia foi avançando. A forma de como temos que pegar todos os pokémons existentes foi evoluindo – sem trocadilhos -, chegando na forma como conhecemos hoje: você, no Brasil, consegue capturar o mesmo monstrinho com um desconhecido lá no Japão, graças a internet. Enquanto jogos se modificavam para atrair o público, mudando até mesmo sua essência, Pokémon se manteve em sua fórmula de sucesso. Por enquanto.

Temos que pegar….mas são quase 1000 pokémons!!!

Como não amar? (Reprodução: Internet)

Surpreendentemente, os fãs foram surpreendidos nesta sexta, dia 26 de fevereiro, com uma notícia bombástica. Além do remake de Pokémon Diamond and Pearl, dois dos muitos títulos da franquia para o Nintendo DS, se teve também a revelação de “Pokémon Legends: Arceus”. Este é o primeiro jogo da franquia a ser em mundo aberto, similar a Breath of the Wild, onde veremos pela primeira vez os pokémons em um ambiente livre batalhando entre si. Diferente de Sword and Shield, até mesmo de Let’s Go Pikachu e Eevee, onde os pokémons ficam livres nas rotas e só entram em batalha quando entramos em contato com eles, em Legends poderemos já iniciar a luta sem ao menos ter uma transição – pelo menos é o que o trailer deixou evidente.

O futuro da franquia será abraçar de uma vez o lado “free world”, como os fãs já queriam há muito tempos. Uma liberdade de explorar, como é no próprio anime. Pode ser que a nona geraçao siga Legends e faça história como um jogo principal a ser mundo aberto – já que spin-offs são só histórias a parte -, e nos permita viajar por um enorme mundo. Contudo, como sempre abordo o lado negativo, é preciso que se mude a questão de história e também que se retirem a trava da National Dex. Se a ideia é temos que pegar todos, queremos usar TODOS os pokémons que temos guardados.

Independente de como será, Pokémon Legends já é um marco e um renascimento para a franquia inteira. Não acho que será negativo, tudo precisa de uma roupagem nova. Zelda, por exemplo, virou mundo aberto e ganhou um GOTY, assim como God of War. Inovar é preciso, sem que a essência das coisas se mude. Pokémon é responsável por unir pessoas em torno de uma tela, para assistir grandes batalhas. Não há um no mundo que não conheça o doce Pikachu, mascote desta avassaladora franquia. A Pokémon, parabéns pelos seus 25 anos de vida. E um obrigado pelos bons momentos de diversão!

Uma mistura de Capitão América com Doutor Estranho, das casas Stark e Targaryen, aliado dos anões da Terra Média, treino pokémons insetos e nas horas vagas um lolzeiro noob.
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