The One 1ª Temporada | Crítica

Nova série de ficção científica da Netflix, The One parte da prerrogativa de encontrar o parceiro ideal a partir de combinações de DNA. A empresa de streaming divulgou a nova produção desta maneira, apostando no marketing de ‘já pensou encontrar seu par perfeito pelo seu DNA?’.

Contudo, o roteiro vai em outra direção, deixando de lado esta premissa. Toda a parte científica da série, e que foi a base da divulgação da Netflix, é deixada de lado logo nos primeiros episódios. O impacto dessa descoberta é mostrado levemente em apenas um núcleo, que é o de Hannah e Mark, já o núcleo da personagem principal foca em uma história de assassinato já manjada e clichê.

A personagem principal, Rebeca, é tediosa e forçada. A narrativa faz com que o espectador a odeie desde o segundo episódio, e suas artimanhas para fugir da polícia e ficar no poder não são nem um pouco interessantes. O núcleo dela deixa o espectador no tédio, quando na verdade deveria ser o mais interessante, por se tratar de investigação policial.

Kate, policial responsável pelo caso, faz parte do terceiro núcleo da série. A personagem é combinada geneticamente e conhece seu par ideal. Desta maneira, o espectador acompanha o relacionamento feito pela descoberta científica. Aqui mostra a inteligência da personagem, o que não bate com algumas ações de Kate no núcleo da Rebecca. Por exemplo, contar para a suspeita que a polícia sabe o que foi feito, que apenas faltam provas para prender.

O núcleo de Hannah e Mark mostra o impacto que tal descoberta pode ter em relacionamentos pré-existentes, e é o mais interessante do roteiro. Todo o drama criado por Hannah ao descobrir o par de Mark é o que leva o espectador a continuar assistindo a série.

Além de ter o núcleo principal sem graça, o esforço do espectador ao chegar até o final da série não é recompensado. The One é mais uma das séries que enrolam a história por longos episódios, para chegar ao último sem ter nada resolvido. Ao mesmo tempo, adiciona várias chamadas de arcos supostamente interessantes, para tentar alavancar uma próxima temporada.

Por fim, The One não agrada nem um pouco. A premissa é interessante, porém a narrativa segue outro rumo. Como se não bastasse seguir outro rumo, a história é má conduzida e é bem conhecida do espectador.


Nota do crítico: 1,0 = ruim 

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular 
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

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