Um Príncipe em Nova York 2 | Crítica

33 anos depois, Um Príncipe em Nova York 2 ainda trás incoerência e risada garantida em seus principais personagens.

Um fato muito interessante no longa de Craig Brewer é que ao invés de estar em busca de seu grande amor o rei Akeem (Eddie Murphy) vai em busca de seu filho bastardo como solução para o seus problemas diplomáticos. E é exatamente ai que a contradição do longa começa.

Se lembrarmos das ideias tradicionalistas que foram quebradas em 1988 pelo próprio personagem de Eddie Murphy, a continuação da vida do próprio personagem é uma tremenda contradição sem fim. É como se tudo que acontecesse no primeiro filme e foi resolvido no primeiro, não valesse de nada e ai voltamos aos mesmos pensamentos tradicionalistas.

A impressão que dá nesse momento é que Craig Brewer e toda a produção simplesmente quiseram esquecer o que foi feito no primeiro filme e uma coisa basicamente igual em forma de homenagem para o público que nunca teria assistido o longa de 1988.

Uma vez reconhecido esse principal problema, Um Príncipe em Nova York 2 se torna um filme que vai te trazer lembranças na tela, com muito tempo focado dentro dos personagens de Eddie Murphy (Akeem) e Arsenio Hall (Sammi), garantindo assim a diversão dos que estão assistindo sem nenhum problema.

Dentro do que é totalmente novo no longa, destaco os personagens de Jermaine Fowler e Kiki Layne, que juntos fazem os dois filhos mais velhos do rei Akeem e conseguem transparecer dentro de suas atuações os sentimentos que ambos os personagens precisam.

Lavelle Junson (Jermaine Fowler) carrega com ele uma vida de 30 anos sem seu pai nas ruas do Queens, e na primeira oportunidade que teve de mudar sua vida, ele simplesmente agarra. Levando com ele todos os preconceitos que um negro sofre desde sempre.

Já Meeka (Kiki Layne) era até então a princesa que deveria assumir o trono, porém as leis tradicionalistas não permitiam isso e ela sofre com toda a carga de um país com culturas e leis machistas.

Um Príncipe em Nova York 2 tem seu valor apesar de ser feito de uma forma completamente errada. Nesse caso, sobrou coragem para repetir exatamente o que foi feito e resolvido no primeiro filme e isso foi muito ruim para a obra, mesmo que as intenções tenham sido boas.


Nota do crítico: 2,0 = regular 

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular 
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

Apesar da vida ser um grande episódio de Black Mirror ela as vezes tem seus momentos de Sta Wars e fica tudo lindo!
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