Os irregulares de Baker Street 1ª Temporada | Crítica

Com a vantagem de pertencer ao universo de Sherlock Holmes, nova produção da Netflix chamou a atenção. Traz um outro lado das histórias do detetive, além de um outro tom. A série acompanha um grupo de adolescentes de rua que resolvem casos a pedido do Dr. Watson. A interação entre eles é diferente do que visto nos livros, mas convence. É até divertido assistir os adolescentes resolverem os casos sozinhos, ao invés de apenas fornecerem informações.

Os atores que interpretam os adolescentes têm boas atuações, em especial Thaddea Graham (Bea). O ator Clarke Peters (Homem de Terno) também segue com ótima atuação, mesmo após o roteiro jogar seu personagem por água abaixo.

Quanto ao desenvolvimento dos personagens, fica claro que todos receberam um tratamento prévio, com histórias prévias e até função no grupo adolescente, mas Spike não teve desenvolvimento. O personagem está ali apenas para quando o roteiro não tem mais outro personagem a servir uma função. A narrativa até mesmo diz que Spike ‘é o que mantém o grupo unido’, dando claramente a ele a função dada a personagens esquecidos pelo roteiro.

Talvez por já existirem várias produções sobre Sherlock Holmes, os dois atores adultos principais, Sherlock Holmes e Dr. Watson parecem ecoar atuações anteriores. Apesar disso, o roteiro investe em trazer novas características a estes personagens, algo interessante para o espectador que já conhece este universo.

Elementos característicos do universo Holmes estão lá, como o vício de Sherlock em ópio, o violino, o Inspetor Lestrade, Sra. Hudson e até mesmo a maneira visual de apontar os casos, que a série ‘Sherlock’ utilizou tanto. A abordagem que a série dá aos personagens é diferente, como a arrogância excessiva de Dr. Watson e a fragilidade de Sherlock, além de, claro, o lado sobrenatural escancarado. Há bastante easter eggs na série, não só do universo Holmes, mas também do sobrenatural proposto, o que é ótimo para quem assiste.

Ter o sobrenatural no universo de Holmes não ficou tão ruim quanto esperado, mas alguns pontos poderiam ser melhores. A trama principal tem cenas e personagens que remetem à séries do início dos anos 2000, muito óbvias e mal feitas. A história seguir o esquema de casos da semana também não favoreceu a produção, pois os finais são óbvios.

Por fim, a série é ótima para o público adolescente e traz alguns pontos interessantes para o universo de Sherlock.


Nota do crítico: 3,0 = bom

0,0 = péssimo
1,0 = ruim
2,0 = regular 
3,0 = bom
4,0 = ótimo
5,0 = excelente

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